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Tio Juca vai até a serra catarinense conhecer agroturismo

06/03/2011

Os empreendedores dos Caminhos Rurais viajaram 400 quilômetros até Santa Catarina, nos dias 27 e 28 de fevereiro, para conhecerem o premiado programa de agroturismo Acolhida na Colônia. Criada em 1998, o projeto é desenvolvido em 30  municípios catarinenses e envolve cerca de 150 famílias dedicadas à agricultura orgânica, executando atividades complementares como hospedagem, alimentação, venda de produtos, lazer, educação ambiental e turismo de conhecimentos.

No grupo de aproximadamente 40 pessoas que foi até o município de Santa Rosa de Lima, sede da associação de agroturismo, estavam os representantes de 16 propriedades rurais de Porto Alegre, além de técnicos da Secretaria de Turismo, da Smic, Coodestur e estudantes da UFRGS convidados. A visita técnica faz parte do projeto financiado pelo Ministério do Turismo que está sendo desenvolvido desde 2009 na Associação Porto Alegre Rural e executado pela Coodestur. Segundo a presidente da Coodestur, Aline Cunha, o objetivo é ter uma vivência com uma organização de turismo rural consolidada e bem sucedida, indicada como referência pelo Ministério do Turismo. “Ao fazer uma observação comparativa, o empreendedor poderá identificar áreas que podem ser melhoradas no seu empreendimento e na associação e aperfeiçoar as boas práticas realizadas nos Caminhos Rurais”.

Doce encanto – O roteiro de dois dias realizado na encosta da serra geral, sudeste de Santa Catarina, passou pela cidade de Santa Rosa de Lima e Anitápolis. O grupo conheceu a Pousada Doce Encanto, onde foi servido o almoço e apresentado a agroindústria de derivados de cana-de-açúcar orgânico – melado, cachaça e licores. O proprietário do sítio, Valnério Assing, é também coordenador geral da Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, conversou com o grupo sobre a organização associativa, o agroturismo, a produção orgânica e sua comercialização através da Agreco, esclarecendo muitas dúvidas e proporcionando novas idéias.

Laticínio orgânico – No mesmo dia, também houve uma conversa com os coordenadores do Laticínio Mata Verde (Lamave), Jandira e Pedro Molirelli, que produzem derivados de leite orgânico – queijo, ricota, bebida láctea, além de fornecerem leite em saquinho para a merenda escolar do município. Nesta agroindústria, estão envolvidos 40 pequenos produtores que ao todo produzem cerca de 50 mil litros de leite por mês.

Almoço na pousada Recanto das Cachoeiras

Recanto das Cachoeiras – À noite o grupo foi dividido para ocuparem as pousadas rurais que existem em seis propriedades diferentes no interior do município. No segundo dia de campo, o ônibus partiu para Anitápolis, a 23 quilômetros de distância da sede. Entre os locais de visitação, estava a Pousada Recanto das Cachoeiras, onde foi servido o almoço com alimentos orgânicos produzidos no próprio sítio.  A uma altitude de 250 m, a propriedade de 70 hectares abriga 10 quedas de água, diversas nascentes e uma bela vista panorâmica do vale. De acordo com o proprietário, Gabriel Rieg, os seus chalés sempre estão ocupados em qualquer época do ano. Nativos da região, a família está há 10 anos na Acolhida na Colônia, depois de terem saído para trabalhar em São Paulo, voltaram para sua terra, onde encontraram no agroturismo uma forma de agregar valor aos produtos agrícolas e melhorar a qualidade de vida da família.

Parságada – Outra propriedade que encantou a todos foi o Sítio Parságada, do casal, Fernando e Regina, que vieram de São Paulo e Florianópolis. Depois de muita procura por diversas regiões do país, encontraram um belo recanto há 5 quilômetros de Anitápolis, em busca de uma vida com melhor qualidade de vida, produzindo de forma sustentável e recepcionando turistas em chalés de construções alternativas e aconhegantes. Com duas filhas pequenas, sentem muita satisfação no trabalho que realizam e no apoio que a associação lhes proporciona.

Flora – Para fechar o passeio, foi servido um delicioso café rural no Sítio da Flora, onde o grupo também teve o privilégio de conhecer o encantador orquidário da dona Flora, as abelhas nativas do Sr. Simão e a coleção de bicicletas antigas. “Para mim esse foi o sítio que mais gostei, pois me impressionou ver um casal de mais de 80 anos de idade com tanta disposição e vontade de trabalhar no que gostam,” disse tio Juca.

Todos trouxeram na bagagem  muitos conhecimentos, idéias, emoções e a lembrança de uma ótima acolhida.

por: Simone Moro – simoneprisma@gmail.com

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